quinta-feira, 10 de novembro de 2011

[lata_de_sardinha] Resumo 1266

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Tópicos contidos neste resumo:

1. Aumenta incidência de câncer e bebês malformados em regi
De: ASSOCIAÇÃO IPÊ

2. NÚCLEOS DE ATIVIDADE CRIATIVA ECOLÓGICA E CULTURAL - NÚCLEO
De: ASSOCIAÇÃO IPÊ


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1. Aumenta incidência de câncer e bebês malformados em regi
Enviado por: "ASSOCIAÇÃO IPÊ" associacaoipe@gmail.com
Data: Qua, 9 de Nov de 2011 11:48 am

---------- Mensagem encaminhada ----------

repassando....
Aumenta incidência de câncer e bebês malformados em regiões de soja
transgênica *Da AS-PTA*
8 de novembro de 2011
Por quase 10 anos, os moradores de áreas rurais e periurbanas da Argentina
onde a agricultura industrial vem se expandido têm recorrido a autoridades
políticas e aos tribunais de justiça, bem como protestado diante do
público, por causa dos problemas de saúde que suas comunidades vêm sofrendo
em função da pulverização de agrotóxicos usados nas diferentes culturas
agrícolas.

Nesses locais, chama a atenção o aumento do número de casos de câncer, de
nascimento de bebês com malformações e de problemas reprodutivos e
hormonais desde que a pulverização sistemática de agrotóxicos se
generalizou. As reclamações das cidades-pulverizadas têm sido confirmadas
por equipes médicas que atuam nessas regiões, mas as respostas do sistema
público de saúde e o envolvimento das universidades públicas com o problema
têm sido escassos e limitados.

Buscando promover um espaço para a análise acadêmica e a reflexão
científica sobre o estado da saúde em cidades-pulverizadas, bem como ouvir
e apoiar os profissionais de saúde que vêm denunciando estes problemas, a
Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nacional de Córdoba promoveu
em agosto deste ano o Primeiro Encontro Nacional de Médicos em
Cidades-Pulverizadas. Médicos, outras equipes de saúde e pesquisadores de
diferentes disciplinas atuando no país foram chamados a apresentar suas
experiências, dados, propostas e trabalhos científicos. O evento reuniu
mais de 160 participantes de dez estados e de seis universidades federais.

O relatório do encontro<http://www.reduas.fcm.unc.edu.ar/wp-content/uploads/downloads/2011/10/INGLES-Report-from-the-1st-National-Meeting-Of-Physicians-In-The-Crop-Sprayed-Towns.pdf>,
apresentando os principais resultados dessas pesquisas, acaba de ser
publicado.

Os relatórios e testemunhos apresentados pelos médicos presentes confirmam
as observações clínicas, atestando uma série de doenças e problemas de
saúde em pessoas expostas à pulverização. Embora as manifestações de
intoxicação aguda (aquela que se manifesta poucas horas após uma exposição
elevada a produtos muito tóxicos) representem a maior parte das queixas dos
pacientes, o que mais alarma os médicos na maioria das cidades-pulverizadas
são duas constatações: primeiro, o número de abortos espontâneos e de
nascimento de bebês malformados é significativamente maior nas
cidades-pulverizadas do que na média da população.
Segundo, nota-se também um aumento na incidência de câncer em crianças e
adultos, além de outras doenças sérias como a Púrpura de Henoch-Schönlein
(inflamação dos vasos sanguíneos), doenças hepáticas e neurológicas. Os
médicos chamaram a atenção para o fato de que, em geral, vêm trabalhando
nas mesmas comunidades por mais de 25 anos, e que as doenças observadas nos
últimos anos são incomuns e estritamente relacionadas à aplicação
sistemática de agrotóxicos.

Um exemplo contundente são os dados apresentados pela Dra. Ana Lía Otaño,
representante do Ministério da Saúde no estado do Chaco. O relatório
trazido por ela realça claramente o aumento dos casos de bebês malformados
no nível estadual, de acordo com os números da principal unidade de saúde
pública do estado, a Unidade Neonatal do Hospital J.C. Perrando, na cidade
de Resistencia (capital do estado), que passaram de 46 em 1997 para 186 em
2008 (um aumento de 19,1/10 mil nascidos vivos para 85,3/10 mil nascidos
vivos).

Os números do Hospital de Resistencia convergem com os dados apresentados
pelo Dr. Horacio Lucero, diretor do Laboratório de Biologia Molecular do
Instituto Regional de Medicina da Universidade Nacional do Nordeste, que há
mais de dez anos vem estudando e registrando a relação dos problemas de
saúde acima descritos com a exposição residencial (por vizinhança) aos
agrotóxicos no estado do Chaco. O Dr. Lucero acrescenta que, nos últimos
anos, o plantio de soja por grandes conglomerados agrícolas veio
substituindo outras atividades agrícolas tradicionais na economia regional.
Ele apresenta gráficos cruzando o aumento do plantio de soja no estado com
o aumento no número de bebês nascidos com malformações.
A relação é ainda mais fortalecida quando é apresentado um mapa mostrando
que o número de mortes de bebês causadas por deformações, anomalias
cromossômicas e outros defeitos no nascimento é significativamente maior
nas áreas de produção de soja e na cidade La Leonesa, que estão sujeitas a
altos níveis de pulverização de glifosato e outros agrotóxicos.

Os dados apresentados pela Dra. Otaño também mostram que a incidência de
câncer infantil é significativamente maior em cidades expostas aos
agrotóxicos (como La Leonesa), quando comparada a cidades moderadamente
expostas (como Las Palmas) e a cidades não expostas aos pesticidas (como
Puerto Bermejo). A incidência de câncer infantil em La Leonesa é mais de
três vezes superior que a de Puerto Bermejo.

Os médicos chamam a atenção para o fato de que o aumento do câncer e
malformações congênitas nas áreas mencionadas acompanhou o aumento
exponencial do uso de agrotóxicos desde a introdução das lavouras
transgênicas.

Segundo o relatório, em 1990 foram usados 35 milhões de litros de
agrotóxicos. Em 1996, a introdução das sementes transgênicas acelerou o uso
de venenos, levando a um consumo de 98 milhões de litros. Em 2000 foram
aplicados 145 milhões de litros. Em 2010 esse número já era de 292 milhões
de litros, e espera-se para 2011 um consumo de mais de 300 milhões de
litros de herbicidas, inseticidas, acaricidas, desfoliantes e outras
substâncias tóxicas. O glifosato sozinho deverá representar 200 milhões de
litros nesse conjunto.

O relatório também menciona que o aumento do uso de glifosato verificado a
cada ano deve estar relacionado ao desenvolvimento de resistência ao veneno
pelas plantas invasoras. Os números indicam que em 1996 eram aplicados
menos de 2 litros de glifosato por hectare, enquanto hoje algumas áreas
recebem 10 litros por hectare. Em alguns casos chegam a ser aplicados quase
20 litros por hectare. E esses agrotóxicos são aplicados extensivamente,
sobre grandes áreas.

Segundo geógrafos da Universidade Nacional de Córdoba, pelo menos 12
milhões de pessoas vivem em cidades rodeadas por lavouras pulverizadas por
venenos. Para os médicos, são 12 milhões de argentinos que estão sendo
diretamente fumigados.

Entre as propostas apresentadas pelos médicos participantes do Encontro ao
final do documento estão a proibição da pulverização aérea de agrotóxicos,
cuja deriva espalha incontroladamente substâncias tóxicas pelo ar, e que as
universidades públicas passem a desenvolver e promover opções
agroecológicas de produção.

Fonte: http://www.mst.org.br


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2. NÚCLEOS DE ATIVIDADE CRIATIVA ECOLÓGICA E CULTURAL - NÚCLEO
Enviado por: "ASSOCIAÇÃO IPÊ" associacaoipe@gmail.com
Data: Qua, 9 de Nov de 2011 1:13 pm

*NÚCLEOS DE ATIVIDADE CRIATIVA ECOLÓGICA E CULTURAL*

*
*

*NÚCLEOS DE SILÊNCIO*

*
*

INTRODUÇÃO

Iniciativa a ser implantada em locais no campo reservados, onde a natureza
e o silêncio sejam propícios para o descanso, restauração e processo de
autoconhecimento daqueles que almejam uma vida próspera sadia, harmoniosa e
plena.


ATIVIDADES

Haverá nos núcleos de vida criativa espaço para caminhadas de
aprofundamento ecológico, cursos de ecologia profunda e palestras sobre
temas ecológicos, de saúde integral e culturais diversos. As pessoas
poderão também colaborar nas hortas, pomares e cultivos diversos orgânicos.
Alimentação é estritamente vegetariana, podendo utilizar mel
(não-vegetarianos podem participar, apenas dentro dos núcleos não poderá
haver consumo de carnes). Não há exploração de animais. Álcool e fumo não
são permitidos.

Várias outras atividades podem surgir, como práticas artísticas diversas,
tecelagem, carpintaria, pesquisas e divulgação de plantas medicinais, etc.


VOLUNTARIADO

Para estimular o serviço altruísta, tão necessário nestes dias, de modo a
criarmos uma maneira de relacionamento independente de transações
monetárias, oportunidade de colaboração na manutenção das áreas é oferecida
a todos. Este envolvimento funciona também como fator terapêutico para quem
necessita.

Desta forma, os núcleos oferecem tanto repouso quanto atividades mínimas
necessárias a um equilíbrio integral dos seres.


RELAXAMENTO TERAPÊUTICO/HIPNOSE CONDICIONATIVA

Técnica auxiliar de cura, também utilizada para manutenção e
potencialização da saúde, será oferecida nos núcleos.


TERAPIA NEURAL E ODONTOLOGIA NEUROFOCAL

Na cavidade bucal existem 70% dos pontos de interferência que podem ser
causa de enfermidades físicas em todo o corpo e de transtornos psicológicos.


RESIDENTES E HÓSPEDES PASSAGEIROS

Há espaço para residentes fixos (Clube Ipê – sistema de cotas) e para
pessoas que ficarão por períodos menores.


EXPERIÊNCIA HUMANA

Neste contexto oferece-se oportunidade às pessoas para aprofundamento nos
seus processos interiores de autoconhecimento.


ESPAÇO FÍSICO

Quanto aos aspectos físicos dos locais, precisa apresentar as seguintes
características: imóvel rural; fim de linha, sem trânsito; sem ruído de
vizinhos (certas atividades terão período limitado para acontecerem),
cachorros, outros animais domésticos (também por motivos de saúde e
conflito com a fauna local não é permitida a presença de certos animais
domésticos), rodovia e cidade (atendendo necessidades dos seres índigo, que
possuem extrema sensibilidade auditiva e táctil); ter água suficiente;
espaço para plantio de bens comestíveis (onde não foi cultura com
agrotóxicos).

Em Paz,

Dra. TATIANA REGINA SANDY REIS

Cirurgiã-Dentista/Clínica Geral, Terapia Neural e Odontologia Neurofocal

Relaxamento Terapêutico/ Recondicionamento mental / Hipnose
Condicionativa

Especialista em Agricultura Orgânica/Biodinâmica

Fundadora e Coordenadora da Associação Ipê (entidade sócio-ambiental, de
saúde integral e cultural)

tatianareginasreis@gmail.com

*Conta para Doações:*

*Associação Ipê - CNPJ 07.715.513/0001-28*

*Banco do Brasil*

*Agência 0032-9, Conta Poupança 42.913-9, Variação 01*


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